Devias ouvir isto: "Black Tin Box" - Miike Snow FT. Lykke Li - Happy To You

The Flying Dead.

Ontem acabou a segunda temporada de (The) Walking Dead. Faço coisas bonitas à pessoa que me fizer o resumo dos últimos dez minutos. Tive de ir buscar a minha mãe ao trabalho e quando regressei os flash players andavam a implicar comigo e obrigavam-me a ver o episódio todo. Flashbullying.

Não que fosse mau ver o episódio, mas o meu lado responsável obrigou-me a deitar cedo para sonhar com um pássaro mutante gigante dentro de um celeiro a matar cães da mesma forma que os walkers matam pessoas. E eu só dizia "oh, pobres cãezinhos!".

O meu cérebro é fascinante.

diesign: diegnity.

Em Design e Marketing de Novos Produtos foi-nos proposto pela prof. inovar um produto que já existisse, fosse uma garrafa de água ou um rolo de papel higiénico.

Porquê um rolo de papel higiénico? Passo a explicar: ficámos todos a saber que a senhora adora passar tempo na casa de banho, longe das filhas que, no entanto, gostam de se sentar ao colo enquanto a mãe faz o serviço. Foi ela que disse isto, no momento em que apareceu um rolo de sudoku higiénico nos seus slides sobre criatividade. "Eu gosto muito de sudoku, então este rolo era bom para me entreter!".

Então, por achar que nenhum dos produtos sugeridos pelos alunos era verdadeiramente um desafio (inovar uma garrafa de água ou uma palete? No, thanks.) fez-se luz na minha cabeça: inovar em caixões.

Sejamos honestos: os caixões são feios. Perdemos logo a vontade de morrer quando os vemos. "Vou ficar ali dentro? Não, obrigado." Não é que seja uma ideia verdadeiramente inovadora, porque já existem caixões XPTO, mas os meus seriam melhores, bem... porque seriam meus. Digo meus, porque o meu grupo não gostou da ideia. Talvez por ser demasiado mórbido. Epá, eu não gosto da morte, não me agrada nada a ideia de ter de morrer. Mas é a coisa mais certa que temos a partir do momento em que nascemos. É um cliché esta frase, mas é a verdade.

Portanto, acho que seria bom reformular toda a ideia do funeral e do mau ambiente que acarreta. Adotar uma cerimónia de celebração da vida. E vai daí que nasce a diesign: uma empresa que faz tudo menos funerais, campas, jazigos e urnas. Em vez disto, a diesign faz celebrações de vida, marcas de homenagem, casas da eternidade e cápsulas de descanso. Porque morrer é uma porcaria. E se é para morrer, mais vale fazê-lo com estilo. Não quer isto dizer que a diesign vai matar pessoal vindo da ModaLisboa; apenas achei que a assinatura da marca teria mais impacto desta forma.


É sem dúvida uma área a apostar, até porque se há negócio que sobrevive à crise é o negócio da morte.

Being human.

Como é que eu vou enquadrar isto... Bem, comecemos pelo semestre passado: a prof. de Gestão de Marcas falava da Goldmud (toda a gente diz "goldmúde", mas é "goldmâde"), uma marca portuguesa de calçado que pelos vistos tem algum sucesso. Da minha parte, só a conheci no exato momento em que a mulher me pôs a folha nas mãos. Ora, ao ver o site e os seus modelitos, depressa concluí que aquilo é tudo menos bonito, para além de que é caro para burro.

Vai daí e decido desenhar calçado. Um dia, quando abrir o Museu da Awesomeness em minha honra, será exibida a exposição "Os Cadernos do Líder", um conjunto de cadernos escolares com 25% de apontamentos e 75% de desenhos variados desde anúncios a logos. Continuando. A prof. apanhou-me a desenhar calçado. Só não mostrou à turma porque eu tenho caparro (não quer isto dizer que eu iria à cara da mulher. Nada disso, eu gosto da senhora. É toda alegre, sempre a rir-se, super-simpática), no entanto não deixou de dizer bem alto que eu andava a desenhar sapatos. Fiquei mais vermelho que o equipamento do Benfica. Eis os desenhos lindos:


Neste semestre, essa prof. dá o "cadeirão" do curso: projeto. Azar dos azares, ou porque o marido dela é diretor da empresa, calhou-nos fazer um projeto sobre uma conhecida marca de roupa de venda por catálogo e online. Mais moda, portanto. Então, enquanto conversávamos com ela acerca de formas de promover a marca, a mulher lembrou-se do blog da Pipoca Mais Doce. Conversa puxa conversa e eu falei da Maria Guedes, uma blogger, fashion-qualquer-coisa, que fez uma rubrica para a Fox Life. E daí, enquanto estava no blog dela, apareceu um post sobre algumas fotografias d'O Alfaiate Lisboeta que foram selecionadas para uma campanha de promoção da cidade de Lisboa.

Reação da mulher ao ver-me todo envolvido em blogs de moda: "Eia! Aqui o Wilson gosta muito de moda! Não é muito normal os homens interessarem-se por estes assuntos!". Chamo a este momento a f*da número um.

E como se não bastasse a f*da número um, surge a f*da número dois, quando ela vem ter connosco e começa a ver o PowerPoint que andávamos a fazer para a primeira apresentação. Nunca vos contei, mas eu sou o gajo mais picuinhas no que diz respeito a fazer layouts para PowerPoint ou mesmo para trabalhos escritos. Eu não faço trabalhos no Word. Faço no Publisher. Melhor: só faço no Word se a formatação pedida for aquela idiota do Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5, margens 2,5cm. Quando há liberdade para criar, lá estou eu a inventar. Mas ultimamente tenho tido mais dificuldade em fazer um layout todo XPTO porque subi demasiado a fasquia. E então, disse à prof. que estava ainda a estudar como iria fazer os diapositivos. "Engraçado! Normalmente são as meninas que se preocupam com esses pormenores de imagem e mais não sei quê."

Eu não devia dizer isto, mas acho que o meu órgão sexual retraiu-se depois de ouvir aquelas palavras. Pior ainda foi quando ela diz isto, a f*da número três: "Ah! O Wilson é desenhar calçado, é blogs de moda, é preocupado com pormenores... Não é costume!". Aí, não senti mais o dito cujo.

Um gajo já não pode ter brio naquilo que faz que leva rodas de tudo e mais alguma coisa: gosto de moda? "Não é normal!"; é picuinhas e perfecionista? "Não é normal!".

Que eu não sou nenhum machão, isso é verdade. Que roço a anormalidade por causa da minha efusividade, tudo bem. Mas porra, ainda não cheguei ao ponto de ter flores e purpurinas a fazerem rasto quando passo.

No dia em que me tornar Floribella, internar-me-ei.