Dizem que estamos na silly season: altura do ano, Verão portanto, em que as estações de TV não têm vontade nenhuma em criar programas que enriqueçam a nossa máquina de pensar.
Uma transmite pessoas a tentar passar paredes de esferovite, mas não conseguem; a mesma transmite um comboio de alta velocidade gravado em Madrid porque sai mais barato em que duas cidades se defrontam, mas as equipas devem ser constituídas por espanhóis, pois nunca os ouvi falar. Outra aposta nas criancinhas a darem passos de dança. E outra mete um humorista a apresentar pseudo-sósias (porque uns são mesmo a cara chapada dos seus ídolos - ironia) dos cantores.
Mas não quero falar da falta de programas de jeito na TV portuguesa: felizmente tenho TV Cabo.
Quero falar da mania que todos os programas relacionados com música que tenho visto incluam José Cid no seu genérico.
Não percebo a ligação. Primeiro porque há mais cantores no nosso país. Depois porque não é por ele ter escondido o órgão sexual com um disco de platina ou de ouro que tem direito a ter músicas em tudo o que é programa em Portugal.
É por causa dos programas deste tipo que já sei o repertório de canções do senhor, mesmo não tendo nenhum CD dele.
Já viram o que me fizeram? Eu devia era queixar-me à ERC, mas eles não me devem ouvir porque já devem ter montes de queixas do Sócrates por causa da Manuela Moura Guedes.
Conclusão: vou ter que gramar com José Cid o resto do Verão. Não, se calhar não. Se nem sequer tenho visto o programa, porque é que me estou a queixar?
Realmente não me percebo.

