17/Jul/2009

6as Questionáveis T2 #6

Porque é que os programas de música têm músicas do José Cid?

Dizem que estamos na silly season: altura do ano, Verão portanto, em que as estações de TV não têm vontade nenhuma em criar programas que enriqueçam a nossa máquina de pensar.

Uma transmite pessoas a tentar passar paredes de esferovite, mas não conseguem; a mesma transmite um comboio de alta velocidade gravado em Madrid porque sai mais barato em que duas cidades se defrontam, mas as equipas devem ser constituídas por espanhóis, pois nunca os ouvi falar. Outra aposta nas criancinhas a darem passos de dança. E outra mete um humorista a apresentar pseudo-sósias (porque uns são mesmo a cara chapada dos seus ídolos - ironia) dos cantores.

Mas não quero falar da falta de programas de jeito na TV portuguesa: felizmente tenho TV Cabo.

Quero falar da mania que todos os programas relacionados com música que tenho visto incluam José Cid no seu genérico.

Não percebo a ligação. Primeiro porque há mais cantores no nosso país. Depois porque não é por ele ter escondido o órgão sexual com um disco de platina ou de ouro que tem direito a ter músicas em tudo o que é programa em Portugal.

É por causa dos programas deste tipo que já sei o repertório de canções do senhor, mesmo não tendo nenhum CD dele.

Já viram o que me fizeram? Eu devia era queixar-me à ERC, mas eles não me devem ouvir porque já devem ter montes de queixas do Sócrates por causa da Manuela Moura Guedes.

Conclusão: vou ter que gramar com José Cid o resto do Verão. Não, se calhar não. Se nem sequer tenho visto o programa, porque é que me estou a queixar?

Realmente não me percebo.

16/Jul/2009

Menos mal

Correu melhor que o outro.
Espero bem que tire uma nota de jeito, para depois ir para o meu Marketing.

14/Jul/2009

Pressão

Primeiro que tudo resolvi fazer uns exercícios do exame da 1ª fase que sabia que ia ter mal.
Resolvi-os e acertei.

Pudesse eu voltar atrás e a esta hora já me tinha candidatado há muito para a Universidade.

Enquanto penso no que é que me vai acontecer na 2ª fase...

...Pressão nº1.
Tia: "O teu filho já acabou o 12º?"
Pai: "Já" (o meu pai faz questão de me dizer que não tem orgulho num filho que vai
à 2ª fase de matemática e gosta de dizer aos outros que eu já acabei o secundário)
Tia: "E então Wilson vais para que curso?"
Wilson: "Marketing..."

Conclusão: do lado da família do meu pai, os meus primos são quase todos formados e bons alunos. Se não for para a Universidade este ano puff... "Shame on you Wilson!"

Pressão nº2.
"Deixa que te leve", novela da TVI.
A filha da Carla Andrino tirou um 4 no teste de matemática.
João Cabral que faz de pai: "Catarina (Marta Andrino) tiveste um 4!"
Marta Andrino que faz de filha e que se chama Catarina: "Então, o ensino daqui é diferente do de Lisboa! Não tenho culpa que os professores não aceitem as minhas respostas"
João Cabral que faz de pai: "Não, não é isso. Não estudaste."
O meu pai mete-se na conversa: "O meu filho também não!"

Conclusão: os meus pais quando não estão em casa acham que eu passo o dia inteiro no PC. Para eles acharem que estudei tenho que estar na mesma sala que eles, ou com a TV aos berros, ou ouvi-los a falarem, ou aturar as brincadeiras do meu gato, ou ouvir tachos e panelas. Um óptimo ambiente de estudo.

Pressão nº3.
Mãe: "Vou tomar banho"
Pai: "Vai que eu vou a seguir"
Eu: "E eu vou para [o andar de] cima. Estudar."
Mãe, já no chuveiro: "Mas é para estudar! Já me estou a passar contigo. Eras tão bom aluno agora estás assim."

Conclusão: Os meus pais andam desiludidos comigo e eu também.

Por isso, mais vale continuar a estudar, porque NÃO quero ficar no 12º ano por causa de uma disciplina.

10/Jul/2009

6as Questionáveis T2 #5

Depuralina será o novo beijo?

Pois, hoje a pergunta não começa com "porque".

Vejam a publicidade da Depuralina. Ainda que digam que com o tempo o corpo vai acumulando líquidos e toxinas acho mal que comparem o corpo da mulher (homem que é homem tem barriga de cerveja e não faz dieta) a um saco do lixo preto com meias vermelhas às bolinhas.

A minha função de defender o sexo feminino terminou. Agora vamos ao tema:

Antigamente, o sapo transformava-se em príncipe com um beijo da amada. Agora é Depuralina que resolve essas situações: o saco do lixo preto com meias vermelhas às bolinhas transforma-se numa mulher com vestido preto, meias às bolinhas e lenço azul-esverdeado (a Depuralina tem esse defeito: não consegue fazer com que as peças de vestuário combinem umas com as outras).

A Depuralina é, assim, o novo beijo: um dia farão remakes dos filmes animados sobre príncipes e princesas e em vez de darem o beijo, não; atiram com uma lata de Depuralina na tromba e ele(a) acorda.

Imaginem a Branca de Neve (versão brasileira): ela no seu caixão vidrado (um must neste Verão: caixões vidrados) depois de ter comido uma maçã envenenada. Chega o Príncipe e diz: "Nóssa! Não vou darr nenhum bêijo à moça. I si morro envenenádo?" e depois de muito pensar resolve a situação. Vai à farmácia mais próxima (não me venham com histórias: se há caixões vidrados na época, também há farmácias) e compra Depuralina. Chega ao pé da Branca de Neve e atira-lhe com a lata de Depuralina para a cara. A rapariga acorda e o anão que não fala (não me lembro do nome) diz: "Príncipi! O Depuralina não é para atxirár à cára dásss pessôasss!" e o Príncipe: "Pshhht! Si cála môléqui! A história da Branca de Neve que me contaram txinha um anão mudo. 'Cê ágóra não vem isstragárr à ação, né?". No fim, a Branca de Neve diz: "Príncipe! Vôcê mi salvô!" E o Príncipe: "Não fui eu Branca dji Névi. Foi a Djipurálina."

Depois a história acaba com o spot publicitário da Depuralina.

Lindo, não?

7/Jul/2009

Ter ou não ter

Tenho média.
Tenho a prova de ingresso.
Não tenho o 12º ano concluído por causa da bela nota a matemática.

E a minha vida está a andar para trás.

[Inicialmente, o meu post seria apenas:
F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se! F*da-se!
Mas depois achei demasiado forte]