I ain't saying my goodbyes.

4 de setembro de 2008. Faltavam poucos dias para o término das férias e decidi aproveitar os meus dotes de escrita. Achei um desperdício manter os meus pensamentos apenas para mim, até porque tinha uma réstia de esperança em ver um livro publicado com base nestes setecentos posts. O GUB nessa época era verde e tinha um header feito em PowerPoint.

Anos depois apercebi-me que não tinha aquilo que era necessário para ser um blogger de sucesso: a minha vida era e é muito desinteressante e não tinha qualquer opinião formada acerca das últimas tendências da moda, levando a que não falasse sobre sapatos ou estojos de maquilhagem.

Tentei remediar estas lacunas mudando várias vezes de nome: It’s time to Grow up, boy.; As lâmpadas não são recicláveis (em que parti uma lâmpada para fazer um header giríssimo); Já te decidias, puto.; a série The _______ (em 2010); a série Indie_______ (parte de 2011) até que voltei ao Grow up, boy. porque no fundo sabia bem que a altura física que tinha não correspondia à minha altura mental.

Quase quatro anos depois sei que houve algum crescimento, mas sei também que ainda tenho muito que aprender. Ainda não caí vezes suficientes para dizer que sou uma pessoa mais madura, mais responsável, que aprendi com as dificuldades da vida porque honesta e felizmente ainda não passei por grandes provações. Mudei um pouco, mas o resto da mudança não passa pelo GUB.

O GUB entrou numa fase em que me sinto proibido de escrever aquilo que realmente quero. E quando pensava que só meia dúzia me lia dei por mim num problema que poderia ter acabado mal. Um dos últimos posts que escrevi desencadeou um episódio infeliz que envolveu parte do curso e alguns professores. Acabou relativamente bem, mas depois disso mantive o blog fechado até saber o que fazer. E finalmente decidi que o melhor seria despedir-me do GUB. Queria que o GUB durasse até os servidores do Google não poderem mais. Queria que durasse muitos anos para fazer retrospetivas. Imaginava-me aos trinta como diretor criativo de uma agência de publicidade a reler os meus posts e a pensar: “Que puto merdoso que eu era”.

O GUB fez com que conhecesse pessoas fantásticas. Daqui restam as amizades e um arquivo aberto apenas para mim e para algumas pessoas merecedoras. Decidi enveredar por dois caminhos: um blog pessoal e anónimo para me poder “exceder” na liberdade de expressão sem ter medo das consequências e um blog mais criativo onde pretendo expor o meu lado mais artístico, a minha veia de designer que não foi desenvolvida quando provavelmente deveria ter sido. Culpo a minha irmã por dizer-me no 9º ano que quem andava em artes eram os drogados.

São dois projetos que muito provavelmente não conseguirei manter por muito tempo. Das duas uma: ou arranjei ocupação ou faleci.

Tom Vek disse: “Don’t get upset. It’s not my time yet. I ain’t saying my goodbyes.” (cliquem) E eu também não vou dizer adeus. Devo dizê-lo a uma grande parte de vós, mas para os gubbers (cliquem) é um até já.

Obrigado a todos os que me leram durante estes quatro anos. Alguma coisa, disponham: grow-up-boy@hotmail.com