BRAND NEW. Devias ouvir isto: "Rain of Gold" - Youth Empires - Wake All My Youth

O meu cunhado faz anos. Mas só lhe vou dar os parabéns mais logo.

A ver se ficamos esclarecidos:
Ter uma opinião diferente não significa ser necessariamente do contra. Lá porque eu não gosto da banda X, da página de humor Y, do programa Z, não significa que sou do contra.

Ser do contra é diferente de ter uma opinião contrária. Ser do contra é ser casmurro, não aceitar aquilo que nos mostram e não gostar só porque sim. Por se achar que é fixe ser diferente. Mas lá está: ser fixe significa ser mainstream (oh para mim a usar o estrangeirismo equivalente a comercial). É que para sermos fixes precisamos de ter gente que nos ache fixes. Logo quem é do contra só por ser fixe acaba por ser das massas.

Já eu tenho opinião contrária. Se me perguntarem porque é que não gosto de algo, tenho justificação. Desta forma:

Quando falam de Lady Gaga
Pessoa do contra: "não gosto porque não gosto."
Pessoa que tem opinião contrária: "não gosto porque ela é um produto de marketing feito para as massas que tem de chocar as pessoas com aquilo que veste por não conseguir diferenciar-se pela música."
Eu: "não gosto porque tudo o que lhe está associado é feio. A cara, as músicas, as coreografias, etc."

Quando falam do Ainanas
Pessoa do contra: "não gosto porque não gosto."
Pessoa que tem opinião contrária: "não gosto porque o Ainanas não tem nada de original. Limita-se a agregar conteúdos provenientes de outros sites e assina-os como se fossem de autoria própria."
Eu: "não gosto porque chateia-me ver toda a gente a partilhar aquela porcaria como se tivesse alguma piada."

Quando falam da Casa dos Segredos:
Pessoa do contra: "não gosto porque não gosto."
Pessoa que tem opinião contrária: "não gosto porque é um programa que reflecte muito do que há de mau neste país: a fama fácil, a beleza exterior em detrimento da beleza interior [há quem seja bonito por dentro e por fora, i.e., eu], a falta de cultura, o populismo e o sensacionalismo."
Eu: "não gosto porque aquilo é uma vara [conjunto de porcos] num curral."

Agora a sério: as minhas opiniões são mesmo as do meio. Foi uma tentativa claramente falhada de ter piada.

Portanto, da próxima vez que me disserem que sou do contra apresentem-me argumentos válidos. Mas uma coisa vos garanto: tudo aquilo que eu gosto é melhor do que aquilo que as massas gostam. Talvez por ter nascido com bom gosto e por ter percebido que as melhores coisas não são as que são mais visíveis. São aquelas que procuramos. Oh, que filosófico.

4 comentário(s).:

MrAmribeiror disse...

Boa! Ser diferente não é necessariamente ser do contra, ser casmurro ou gostar do que as massas não gostam. É apenas não lamber o que lhes põem à frente dos olhos e sair da caixa, expandir horizontes e procurar: é só mesmo isto que eu posso ter? Não. Se procurarmos bem há muito mais além da Lady Gaga e do mainstream, e antes da Adele do 21 havia uma outra Adele do 19. Tocaste na minha filosofia de vida; também costumo dar os parabéns mais tarde haha

Very Best Hug

Pires disse...

Só vou responder por causa destas palavras e passo a citar: "Portanto, da próxima vez que me disserem que sou do contra apresentem-me argumentos válidos."
"É que para sermos fixes precisamos de ter gente que nos ache fixes". E agora eu pergunto: e será que tens pessoas que te achem "fixe". Admito que não sei bem o que é ser isso. Uma pessoa é "fixe" hoje, mas amanhã deixa de o ser. Então? Em que ficamos? Ou é, ou não é. Será que ser "fixe" é ter muitos amigos?! Humm... Será que ser for diferente passo a ser “fixe”?! Digo-te uma coisa, em 90% das vezes és “fixe” enquanto a outra pessoa precisar de ti. Depois, do nada, deixas de o ser. Ser "fixe"… Ser "fixe" acaba por ser doentio.
“(…) tudo aquilo que eu gosto é melhor do que aquilo que as massas gostam.” Ou seja, o que as massas gostam, tu não gostas certo?! Então coloco uma perspectiva diferente. Imaginemos que a Banda X não é de massas e apresenta um estilo de música que tu gostas. Em determinado momento essa mesma banda é adorada por todos, ou seja, transforma-se numa “banda de massas”. Como será a tua atitude perante isto?!
Tenho-te a dizer que eu, por vezes, não gosto porque não gosto. Não gosto, porque alguém gosta e eu não gosto desse alguém que gosta. Confuso? Não… Ou então não gosto de algo, porque simplesmente foi alguém de quem não gosto que o fez. É típico, é do ser humano. Mau é negar isto.
“(…) as melhores coisas não são as que são mais visíveis. São aquelas que procuramos.” Tenho uma má notícia para ti, mas algo do género já foi escrito por filósofos (e verdadeiros).
Meu caro Wilson, há “n” de coisas que só aprendemos com a vida. Infelizmente temos que sair de casa, viver o mundo e o que nos rodeia para ter a noção do que somos. Tens que deixar de lado essa tua máscara e viver esta vida urgentemente. Depois, terás a perfeita noção do que realmente foste, do que és e do que quererás ser.
As vivências são muito importantes para nós termos a noção de certas e determinadas atitudes que temos. Espero que tu nunca sofras o que por vezes fazes/dizes/desenhas em relação a outros. Sim, porque “isto” está tudo ligado. O que fazes hoje irás colher amanhã.

MrAmribeiror disse...

adenda: o marketing@IPLeiria não te roubou o layout?? lol

Wilson disse...

André,
Alguém que me compreenda x) Eu cada vez acho mais que a sociedade anda com uma pala nos olhos e só vêem um caminho. Não procuram, não evoluem e isso mete-me nervos.

BTW, o layout Marketing@IPLeiria é da minha autoria :b